Me julgue.
Me condene.
Me amarre e me prive.
Me alongue até que as amarras se desfaçam.
Me destrua.
Me desconstrua.
Tente.
27 de mai. de 2013
24 de mai. de 2013
O cheiro da espada é o mesmo que o do sangue.
O prédio era grande, desses tão bipartidos e confusos que somente em um andar já era possível se perder. Inúmeros elevadores, apesar do pouco acesso à saída. No ultimo andar, uma mansão de um não-sei-quem simpático, colecionava objetos estranhos. Não se importou que eu ficasse com algum deles, mas não que eu houvesse pedido também.
Eu não sabia exatamente como havia chegado ali, isso nunca foi muito claro. Eu também não sabia como iria sair, e ai que residia o problema. O lógico seria simplesmente que um dos elevadores me levasse ao térreo, ou ao menos a algum átrio. Não levava. Sair dali era uma tarefa quase impossível, e, apesar da simpatia do anfitrião, dos itens roubados ou das circunstancias em si mesmas, eu nunca desejei estar ali, então a vontade de liberdade era latente. Liberdade não seria bem a palavra, afinal, não estava acorrentada ou mantida como cativa, eu só ingenuamente não sabia como me transportar para o lado de fora, para o mundo onde eu conhecia os caminhos.
Por uma ventura consegui ao menos sair da mansão, o que já era um grande feito. Os outros andares não eram menos estranhos que o meu de minha visita prévia, mas eram mais fáceis de circular. Apesar do número impressionante de pessoas que circulavam por ali, havia ar. E ar significava uma coisa: janelas. Claro que a associação óbvia não veio de imediato, e depois de algum tempo que eu percebi que, para sair dali, a obviedade do ar seguiria a mesma, eu teria de pular. Então eu pulei.
O estranho de se pular assim é não saber exatamente como você chegará ao chão. Ou se há chão. É daqueles atos de desespero que pedem medidas extremas. E medidas extremas foram tomadas. O fato é que eu havia pulado, e isso não tinha mais como ser alterado. Por fim, cai em algo molhado. E frio, muito frio. Por um momento pensei que fosse o mar, mas não havia ondas, a água era doce. Ou ao menos o líquido que me cercava era doce, não havia a certeza de que aquilo era água.
Eu havia saído, mas a ingenuidade havia me tomado uma outra vez, e o que outrora parecia a solução, na verdade era o inicio dos conflitos...
Eu não sabia exatamente como havia chegado ali, isso nunca foi muito claro. Eu também não sabia como iria sair, e ai que residia o problema. O lógico seria simplesmente que um dos elevadores me levasse ao térreo, ou ao menos a algum átrio. Não levava. Sair dali era uma tarefa quase impossível, e, apesar da simpatia do anfitrião, dos itens roubados ou das circunstancias em si mesmas, eu nunca desejei estar ali, então a vontade de liberdade era latente. Liberdade não seria bem a palavra, afinal, não estava acorrentada ou mantida como cativa, eu só ingenuamente não sabia como me transportar para o lado de fora, para o mundo onde eu conhecia os caminhos.
Por uma ventura consegui ao menos sair da mansão, o que já era um grande feito. Os outros andares não eram menos estranhos que o meu de minha visita prévia, mas eram mais fáceis de circular. Apesar do número impressionante de pessoas que circulavam por ali, havia ar. E ar significava uma coisa: janelas. Claro que a associação óbvia não veio de imediato, e depois de algum tempo que eu percebi que, para sair dali, a obviedade do ar seguiria a mesma, eu teria de pular. Então eu pulei.
O estranho de se pular assim é não saber exatamente como você chegará ao chão. Ou se há chão. É daqueles atos de desespero que pedem medidas extremas. E medidas extremas foram tomadas. O fato é que eu havia pulado, e isso não tinha mais como ser alterado. Por fim, cai em algo molhado. E frio, muito frio. Por um momento pensei que fosse o mar, mas não havia ondas, a água era doce. Ou ao menos o líquido que me cercava era doce, não havia a certeza de que aquilo era água.
Eu havia saído, mas a ingenuidade havia me tomado uma outra vez, e o que outrora parecia a solução, na verdade era o inicio dos conflitos...
22 de mai. de 2013
30 de set. de 2011
11 de ago. de 2011
Estava a pensar sobre a concepção de amor nos diferentes países do mundo. Sentímos todos da mesma maneira, ou a cultura influência nisso? Ou seria isso só mais uma imaginação coletiva, ou um comportamento de grande grupo?
Os indianos acreditam que o amor pode ser construído, mas a cultura ocidental defende mais a sua ocasionalidade. Para os católicos, amar é martírio, é o sacrificio pelo outro, e eu não faço idéia do que os muçulmanos pensam.
Estranho que, quanto mais o tempo passa, aumenta mais a minha tendência a não classificar os sentimentos a não ser nessa única classificação: são coisas que sentimos.
Os indianos acreditam que o amor pode ser construído, mas a cultura ocidental defende mais a sua ocasionalidade. Para os católicos, amar é martírio, é o sacrificio pelo outro, e eu não faço idéia do que os muçulmanos pensam.
Estranho que, quanto mais o tempo passa, aumenta mais a minha tendência a não classificar os sentimentos a não ser nessa única classificação: são coisas que sentimos.
31 de jan. de 2011
22 de nov. de 2010
19 de nov. de 2010
28 de out. de 2010
Sono [por falta de melhor título, não que algum aqui tenha sido satisfatoriamente bom]
Um mês sem postar nada. Mas não quer dizer um mês sem pensar nada, sem sentir nada.
Antes, achei que fosse mesmo isso, que eu não sentisse nada, que tudo fosse um vazio. Mas eu sinto, e como sinto! Eu sinto paixão, sinto dor, sinto desespero, sinto desânimo. É isso que estou, desanimada.
Desanimada no caso por não saber exatamente o que me causa esse desânimo. Depois de um tempo pensando, cheguei a conclusão de que no meio da jornada entre colégio e faculdade, na pressão de passar na USP, na fissura de sempre estar competindo - e vencendo - acabei me afastando de tudo o que gosto.
Hoje não sei bem o que me deixa feliz. Me sinto feliz com meu namorado, me sinto feliz com os poucos amigos que me restaram, e só. E não, não acho isso suficiente, porque eu tenho sede do mundo. Muita sede. Mas nem tudo é um mar cor-de-rosa [ou talvez seja, tem coisa mais bizarra que um mar cor-de-rosa?].
Algumas vezes eu sei que só me sinto sozinha, que precisava de algo que suprisse minhas tardes, alguma motivação besta que não fosse um vicio absurdo por sapatinhos de plástico ou coisas fúteis, ou que fosse simplesmente satisfatório.
Queria alguém pra conversar, pra estar do meu lado, estar disposto a tentar ao menos me entender como eu sou. Sucumbir e me tornar como as pessoas querem me parece algo tão distante e absurdo, além de tão tolidor. É como se eu perdesse minha essência fazendo isso. Mas ela já foi perdida.
Não tem nada de mensagem nenhuma neste post, eu só estava mesmo precisando de algo que não fosse minha gata pra eu poder me abrir um pouco, sem necessidade de conselhos, apenas acolhimento.
Fui parar no meio do mundo, no olho do furação, e estou sem saber o que fazer.
Não é vazio, é só desânimo.
Antes, achei que fosse mesmo isso, que eu não sentisse nada, que tudo fosse um vazio. Mas eu sinto, e como sinto! Eu sinto paixão, sinto dor, sinto desespero, sinto desânimo. É isso que estou, desanimada.
Desanimada no caso por não saber exatamente o que me causa esse desânimo. Depois de um tempo pensando, cheguei a conclusão de que no meio da jornada entre colégio e faculdade, na pressão de passar na USP, na fissura de sempre estar competindo - e vencendo - acabei me afastando de tudo o que gosto.
Hoje não sei bem o que me deixa feliz. Me sinto feliz com meu namorado, me sinto feliz com os poucos amigos que me restaram, e só. E não, não acho isso suficiente, porque eu tenho sede do mundo. Muita sede. Mas nem tudo é um mar cor-de-rosa [ou talvez seja, tem coisa mais bizarra que um mar cor-de-rosa?].
Algumas vezes eu sei que só me sinto sozinha, que precisava de algo que suprisse minhas tardes, alguma motivação besta que não fosse um vicio absurdo por sapatinhos de plástico ou coisas fúteis, ou que fosse simplesmente satisfatório.
Queria alguém pra conversar, pra estar do meu lado, estar disposto a tentar ao menos me entender como eu sou. Sucumbir e me tornar como as pessoas querem me parece algo tão distante e absurdo, além de tão tolidor. É como se eu perdesse minha essência fazendo isso. Mas ela já foi perdida.
Não tem nada de mensagem nenhuma neste post, eu só estava mesmo precisando de algo que não fosse minha gata pra eu poder me abrir um pouco, sem necessidade de conselhos, apenas acolhimento.
Fui parar no meio do mundo, no olho do furação, e estou sem saber o que fazer.
Não é vazio, é só desânimo.
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