28 de jun. de 2009

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Com todas essas noticias falando sobre a morte de famosos eu não poderia deixar de comentar sobre algo essencial: a vida.

Justamente essa, que passa em um piscar de olhos lento, irrompe abruptamente e chega ao fim. Tão banal e desvalorizada.

Porque passamos a maior parte da existência apenas sobrevivendo. Pensando no amanhã, fazendo planos, abrindo mão de sonhos para garantir o futuro. E esquecendo de viver o agora.

De fazer/falar coisas impulsivamente, de se entupir de brigadeiro sem culpa, de parar 5 min para ouvir aquela música que te deixa de bom humor. De dar um abraço naquele amigo, e dizer eu te amo com toda a intensidade que esse sentimento possui.

É nessas horas que eu percebo que falta vida na minha vida, e na de todos também. E nem sabemos se vamos viver o amanhã, mas não nos deixamos levar e arriscamos um pouqinho mais hoje.

E aqui fica esse grito por mais vida e menos sobrevivência, por mais atitudes impensadas, mais panelas de doce e mais sentimento. Um bradar por MAIS.

26 de jun. de 2009

Ecologia.

Para dar uma de ecochata tinha planejado um post para o dia do Meio Ambiente. E acabou que o tempo foi passando e eu não escrevi o tal do post. Mas, mesmo 20 dias depois, cá estou, porque a intenção conta muito mais do que a data em si.

Não vou falar nada assim incrivel, só algumas resoluções já muito batidas, mas que sempre vale a pena ressaltá-las. Eis, pois então, elas:

*Fechar a torneira quando estiver escovando os dentes, ensaboando as mãos ou a louça. Essa tem até no caderno de receitas da vovó, mas vale a pena ressaltar.
*Fazer xixi no banho. Sim! Uma descarga evitada são 6 litros de água economizados.
*Evitar pensar no chuveiro. Você perde o tempo que deveria estar se lavando em outras coisas, e um minuto que você diminui no banho diariamente economiza de 15 a 20 litros de água.
*Varrer o quintal antes de lavá-lo, em vez de usar o jato da mangueira como vassoura.
*Colocar uma lixeira extra para resíduos secos, facilitando assim a separação do lixo.
*Apagar as luzes dos ambientes vazios e desligar os aparelhos eletrônicos após seu uso.
*Não jogar lixo na rua. Porque essa é da cartilha da primeira série, mas todo mundo sempre esquece que jogar lixo na rua é muito pejudicial, e que não custa nada jogar na lixeira mais próxima.

Com essas simples medidas, além de economizar água e energia elétrica, você contribui para preservar o meio ambiente e os recursos naturais sem virar nenhum ecochato ou mudar drasticamente seus hábitos diários.

2 de jun. de 2009

And so it is.

Assim, no duro, ser racional é uma merda. Tem consciênca de si mesmo é a pior coisa que eu já senti e presenciei. Porque sim, na minha vida eu sou personagem e expectadora, sempre me observando introspectivamente.

Conhecer-se, em si, não é assim tão horrendo. Mas ter a visão das suas limitações, dos seus defeitos e saber que mesmo se esforçando você só vai chegar a ser 10% de tudo que almeja é castrante. Castrante, do verbo castrar. Porque é assim que eu me sinto, castrada. Privada de toda a maravilha que é ser um ser humano, privada da minha liberdade. Presa em meu mundo.

Sensação de incapacidade, invalidez. Sensação de não fazer bem nem aos outros, nem a mim mesma. Não importa o que melhorou, eu sei o que nunca melhora, e nunca vai melhorar.

30 de mai. de 2009

Vai, mas não vêm.

Quem nunca notou a ciclicidade da vida? Mas não apenas os altos e baixos, os bons e os maus momentos, e sim a ciclicidade dos papéis que estão sendo interpretados. Aquela velha história de hoje você é a caça e amanhã o caçador.

Esse vai-e-vem, especificamente, pode ser evitado. Seres humanos são racionais, com controle de suas ações e em parte de seus sentimentos [sim, é possivel!]. Tal autoridade sob si mesmo permite ao individuo alterar suas ações e reações, quebrando assim o ciclo caça-caçador.

Teoricamente, quebrar o ciclo não parece tarefa complicada, porém é algo que exige muito controle e auto-conhecimento. Deve-se ter consciência da motivação de suas ações, e combater ela, pois geralmente esta é a engrenagem que mantém a roda girando. Podendo determinar a direção da engrenagem, sempre será possivel vivênciar apenas a fase que é mais agradável a quem escolhe.

Sendo assim, seria possivel, em quase todas as situações, driblar os acasos da vida. Contudo, o fator 'acaso' é o que dá sabor a vida. Então, vai de cada pessoa decidir o momento propício para uma alteração na engrenagem.

29 de mai. de 2009

Não se mexa.

Estava percebendo a dificuldade que as pessoas têm para conseguirem o que querem. Principlamente se isso exige um certo esforço e empenho. É realmente tão maçante lutar pelo que se quer?

Pode ser trabalhoso e frustrante, admito. E nem sempre os resultados são alcançados na primeira tentativa. Mas será que foi um tentativa séria? Os individuos possuem a arte de auto sabotagem. Eles se impõem limites, condições, ou apenas não se incomodam mesmo ao ponto de sairem de suas zonas e conforto e mudarem o que está errado. E ficam essas ovelhas andando na direção em que o rebanho for.

Os objetivos não são impossiveis de serem atingidos, é tudo uma questão de não se ter preguiça de tentar quando a maré não está para peixe e a tempestade atingir seu barquinho.

Perseverança não é doença.

12 de mai. de 2009

Bem, esses tempos eu ando vivendo papéis invertidos novamente, e eu juro que essa troca de papéis machuca muito mais que qualquer desilusão. Além de cansar, de tirar a perspectiva e de relembrar quando eu estava do outro lado.

É foda demais quando as coisas saem do seu controle dessa maneira, e eu só consigo imaginar quanto sofrimento eu devo ter causado com a minha crueldade. Mesmo se eu pedisse desculpas todos dos dias da minha vida jamais seria o bastante. Jamais faria eu me sentir menos mal.

E, se não bastasse essa culpa, ainda tem o fardo de estar nessa situação, onde você não sabe como agir, não sabe o que pensar, e fica tudo complicado demais. Ai eu começo a cometer erro atrás de erro, fudendo com tudo como eu sempre faço.

Eu só queria mesmo era fazer a diferença, queria nunca ter feito ninguém se sentir assim e queria você perto. Mas nenhum dos três é possivel.

10 de mai. de 2009

Cro-Magnon

Há criatura no mundo menos humana que o Homem?

Audácia de nossa parte dizer que somos evoluídos, racionalizados. Audácia nossa pensarmos que somos melhores.

Mundo desigual esse em que eu vivo, onde a lei falha da natureza se aplica tão ferozmente. Imperceptível, mascarada, tão tênue que poucos a enxergam. Talvez poucos queiram enxergar.

Ninguém ainda percebeu que nossa raça é a escória do mundo?

Egoístas, Mercenários, Cruéis.

Civilizados.

8 de mai. de 2009

Fique quieto.

Mudando um pouco mais o rumo das coisas, queria hoje fazer mesmo um desabafo. Um desabafo sobre não poder desabafar.

É, justamente o que está escrito acima. Dizer o que você realmente pensa, o que está dentro da cabeça e do coração.

Essa semana eu aprendi essa valiosa lição: jamais revelar o que você realmente pensa ou sente. JAMAIS. E minha 'revolta' é justamente em relação a isso, essa besteira sem tamanho. Porque não é certo você ter que engolir um 'eu te amo', 'eu não quero', 'você está me incomodando' ou 'eu preciso de você'. Estes são exemplos simples até, há situações muito mais complexas, sem necessidade de explicitar alguma.

Ao longo dos anos, você vai guardando esses pensamentos, esses sentimentos, gerando pequenas mágoas e arrependimentos. Quando você se dá por si, percebe que parte de quem você é foi corroída.

E mesmo desejando poder dizer o que está dentro de mim, paro por aqui. Mais prudente é o silêncio.

E é provável que esse post não faça muito sentido para ninguém além de mim.

1 de mai. de 2009

Vontade

E me vem do nada esta vontade de falar, mas hoje eu não tenho nada a dizer. Hoje não tem ódio, revolta, declaração ou desabafo. Hoje tem isso: a vontade.

Essa mesmo, que te invade e faz você se arriscar, arder, angustiar. Perder a linha e o juízo, ou nada disso. Faz você tagarelar sobre ter vontade.

E hoje não tem ódio, revolta ou confissão. Hoje tem apenas a vontade.

30 de mar. de 2009

The World Is Blind

Eu estava a folhear uma revista essa manhã, e me deparei com a seguinte frase 'Quando agente se acostuma com um problema, não quer dizer que ele deixa de existir.' Essa frase poderia ser atribuída a mil situações, mas a publicação era voltada para um programa social.

Após alguns minutos refletindo sobre a frase e sobre opiniões minhas é que notei o quão real essa frase havia se tornado, e como aparentemente alguns problemas deixaram de 'existir'.

Ninguém mais se espanta ao ver cenas de crianças morrendo de fome, seja na África ou na esquina da sua casa. Ninguém mais se indigna com a corrupção no governo brasileiro, seja o Governo Municipal, o Governo Estadual ou o Governo Federal. Ninguém mais se desespera com a violência crescente, na China, na Alemanha ou na praia de Ipanema. Ficamos todos acostumados a esses probleminhas, e eles deixaram de existir. Absurdo.

Que mundo cego é esse que ignora crianças passando fome? Uma criança, que é o ser mais indefeso e desprotegido que já foi criado, um serzinho que não tem nenhuma noção de como 'se virar' na vida. Uma criança não sabe caçar minha gente, não sabe cozinhar, não tem instrução nenhuma. Ela depende única e exclusivamente de adultos para que ela possa se desenvolver. E, em relação a isso, muito pouco é feito.

Que país é esse que se deixa ser explorado pela pequena minoria governamental? Não estamos mais em 1600 e o Brasil não é mais colônia. Temos poder de voto, movimentamos o país e somos a maioria. O país não cresce sozinho, não é feito só de governantes. Estes são apenas a representação do povo, do pobre povo brasileiro - ressaltando que o pobre nesse caso designa pobreza de consciência, e não de riquezas. - Enquanto esse quadro não mudar, podemos esquecer a idéia de que o Brasil é o país do futuro. E, em relação a isso, muito pouco é feito.

Que sociedade é essa que rouba, sequestra e mata pessoas inocentes? Somos ditos civilizados e ainda assim insistimos em agir como animais. A violência existe porque permitimos a existência dela, porque alimentamos essa existência. Pacificidade é para fracos. Trabalhar pelo seu dinheiro é para perdedores. Por que me desgastar se meu vizinho pode fazer isso por nós dois? Fora o pensamento egoísta, temos também a ineficiência dos órgãos públicos que cuidam da punição dos crimes. Ineficiência essa que é gritante na nossa querida terra do futebol. Não se pode mais sair nas ruas em paz. E, em relação a isso, muito pouco é feito.

Ainda que aqui trato apenas de alguns dos problemas 'inexistentes' do mundo atual. Se olharmos em volta perceberemos muitos mais, e muito mais próximos do que pensamos. Porém, em relação a isso, quase nada é feito.